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segunda-feira, 4 de setembro de 2017

TORNE-SE SELVAGEM NA CAMA


Encare isto como algo que não é muito convencional no que diz respeito às normas sociais e sim a algo mais instintivo e carnal. A ideia é apimentar a relação e aumentar o desejo e o prazer um pelo outro, bem como permitirem experimentar novas sensações. Afinal de contas... é bom que no sexo tudo (ou quase tudo) conte!

Livre-se da timidez porque afinal de contas irá ter tanto prazer em dar como a receber e para rotineira já basta a vida. Leia aqui as nossas dicas e aventure-se!
Locais públicos
Nem todos os espaços são propícios e deverá ter em conta locais com horas pouco movimentadas, mas uma discoteca ou bar com pouca luz, uma escada de serviço perto da sala de cinema, uma casa de banho, uma rua mais recôndita, enfim... as opções são várias. O ideal será que esteja de saia e, a cereja no topo do bolo, sem cuecas. Para ele será algo inesperado!
Posições novas
O kamasutra existe para ser colocado em prática. Há variadíssimas posições que certamente nunca experimentaram e se ele não estiver à espera disso, melhor ainda. Surpreenda-o e aborde-o quando ele estiver descontraído e lidere você.
Acessórios Entre numa sex shop e divirta-se a comprar alguns acessórios que podem ir desde vibradores, a jogos, preservativos com sabores, etc...
Em casa, por exemplo, pode utilizar um espelho para se verem no ato. Aqui, a posição de quatro ganha outra dimensão. O homem vai adorar ver e você pode continuar a provocá-lo.
Jogos
Nada como os role-play para espicaçar o outro: patrão e empregada, professora e aluno, polícia e ladrão, etc... Os 'teatros' podem ser vários, mas se quiser ser um pouco mais arrojada, que tal um de sado maso?! Calma! Você define o limite da brincadeira, os acessórios que quer utilizar e se sente confortável. Assumam um papel, vistam-se a rigor e nunca abandonem a personagem.
Lingerie
Use e abuse de cintos de liga porque são raros os homens que não gostam. Mas, melhor que isso é ir ter com ele a algum lado e vestir um casaco, tendo unicamente por baixo uma lingerie rendada (cuecas, corpetes, etc...) e um cinto de ligas a condizer. Preferencialmente ter calçados uns saltos altos.
Mordidelas e afins
Nada de muito exagerado, é claro! Mas umas mordidelas, umas palmadas e um puxar de cabelos é um incentivo para espicaçar o seu parceiro. Tenha também a iniciativa de pedir-lhe que lhe faça estas coisas. Outra sugestão será usarem um diálogo mais picante, mas cuidado com nomes abusivos.

Podes ver este artigo em: https://lifestyle.sapo.pt/amor-e-sexo/sexo/artigos/torne-se-selvagem-na-cama

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Eu não paro de pensar no sexo de ontem

A cara quente, mesmo na manhã seguinte, denunciava para ela mesma estar caidinha por ele. "Pudera", ela pensou enquanto se abanava com a mão e tentava se distrair olhando para o movimento dos carros pela janela do ônibus. Estava ainda sensível da noite anterior, quando ele a levou pelo braço escada acima até o apartamento dele e, juntos, fizeram coisas que até o diabo taparia os olhos em reprovação.
Começou a refletir sobre a percepção de como o corpo se engana com as coisas que estão só na nossa mente. Já distante dele, que ficou dormindo enquanto ela pegava o coletivo para o consultório dentista em que trabalhava como assistente, ainda assim, só de relembrar na cabeça dos dedos dele, as pernas voltaram a perder as forças e o suor brotou na testa, logo abaixo dos cachos jogados com pressa para trás. "Que tesão foi aquele, minha gente".
Quanto mais tentava se refrescar sacolejando a mão em frente ao rosto, com mais calor ficava, assim como quanto mais tentava não pensar no sexo com ele, contando o número de postes na avenida em que o busão passava, mais ela se lembrava dos pormenores. Era o cheiro do peito dele, o jeito com que ele lhe mordia quando queria ordenar algo. A cada respirada, toda a sua caixa torácica balançava para frente e para trás, como se ainda estivesse em cima dele, em busca da recompensa mais selvagem.
Abriu os e-mails no celular, começou a conversar com um amigo que estava passando pelo oposto, afundado num recém término de namoro. Mandava uma mensagem, passava a mão na nuca. Enviava outro recado de amparo para o colega que estava sofrendo e soltava todo o ar de uma vez pela boca, fazendo uma confissão sonora da ardência que lhe habitava. A atenção de fora focada na conversa e a de dentro lambendo a ponta dos dedos para repassar a leitura da noite de ontem. Apertava uma coxa contra a outra no assento do ônibus e perdia o prumo da falação do amparado. 
Chegando no consultório, tomou logo dois copos de água em goles encorpados, como se precisasse afogar-se para ver se dava jeito naquela febre. Sentada em sua mesa, organizou minimamente suas ferramentas, agenda, telefonemas, começo de dia. E pegou o celular para mandar uma mensagem pra ele. Quando abriu o aplicativo, pulou o balãozinho com os dizeres dele: "Eu não sei o que tá acontecendo, mas não consegui dormir desde que você saiu e, até agora, eu só pensei na gente ontem. Tô pensando em putaria com você até agora. Será que eu tenho cura, doutora?".
E trocaram um papo íntimo sobre as gostosuras do último encontro. Enquanto se falavam, ela deu oi para o dentista que havia chegado e, para deixar o ambiente menos silencioso e hostil para essa brincadeira, ligou o rádio que tocava o som ambiente da recepção. Nos falantes, a Rita Lee contava tudo o que estava acontecendo...
"A gente faz amor por telepatia".

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

A DITADURA DO PRAZER

Liberte-se dos orgasmos de consumo imediato.
A sociedade da satisfação imediata valoriza o orgasmo como a representação máxima do prazer sexual. Esta ditadura do prazer pode gerar equívocos, mal-entendidos e frustrações. Na mulher, o orgasmo não é um fenómeno vascular, mas sim cerebral e neuromuscular. Existem contracções reflexas, rítmicas e involuntárias (3 a 8 contracções com 0,8 segundos de intervalo). A libertação súbita da tensão muscular envia ondas de prazer para a área genital e, por vezes, para todo o corpo. A intensidade do prazer orgásmico pode variar de mulher para mulher: desde uma estimulação média, com capacidades cognitivas intactas, até ao êxtase que pode levar à perda momentânea da consciência.
Em média, o orgasmo da mulher sucede 6 a 8 minutos após o início da excitação sexual e da penetração; nos homens demora cerca de 2 a 4 minutos. Mas...
  • Cerca de 8 a 10% das mulheres nunca tiveram um orgasmo, nem vão ter
  • Cerca de um terço das mulheres referem problemas orgásmicos
  • Os orgasmos múltiplos são raros: a maioria das mulheres só consegue um orgasmo

Os inúmeros estudos que quantificam a satisfação sexual indicam que, para a maioria das mulheres, os aspetos não genitais do encontro sexual (intimidade, proximidade, ternura e sensualidade) são fatores mais determinantes da satisfação sexual do que a presença ou ausência de orgasmo. Ou seja, uma relação sexual pode ser gratificante para a mulher sem haver orgasmo. Isso é quase incompreensível para os homens, em que o orgasmo é um componente quase sempre presente e considerado obrigatório para se atingir o prazer sexual. Essa exigência masculina é o motivo que leva muitas mulheres a fingirem o orgasmo, sabendo a valorização do orgasmo pelo homem.
E nos homens? Também existem contrações reflexas, rítmicas e involuntárias da região pélvica e de todo o corpo, com características semelhantes às das mulheres, A maioria das mulheres dá mais importância à intimidade e à sensualidade para a satisfação sexual, ou seja, com aumento do ritmo cardíaco e respiratório, contrações musculares pélvicas e de todo o corpo, perda da compostura do rosto, com esgares e eventualmente alguns gemidos ou sons guturais. Mas os homens sentem o orgasmo de forma diferente das mulheres. Ainda que a sensação de prazer seja, em ambos, controlada pela mesma zona cerebral, o orgasmo masculino, contrariamente ao que acontece na mulher, é acompanhado pela ejaculação do esperma, que é um mecanismo neuromuscular reflexo com origem na medula espinal. As mulheres não têm esse componente da resposta sexual dos homens e isso faz diferença.
A intensidade e o prazer orgásmicos são variáveis de pessoa para pessoa e conforme as circunstâncias. O objetivo do orgasmo simultâneo, perseguido com dificuldade por muitos casais, só é conseguido com uma gestão adequada dos preliminares sexuais.