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sábado, 13 de maio de 2017

HÁ QUEM NÃO VIVA SEM… ENCONTROS A QUATRO!

O double dating está em voga e atrai um número crescente de adeptos. Conversámos com uma especialista para desvendar o mistério. As revelações são surpreendentes.
Podia ser um artigo sobre swingers mas não é. De certeza que já ouviu falar de double dating. Quisemos saber por que é que há casais que precisam de outros na sua vida social e até na sua vida amorosa. Conversámos com uma especialista para desvendar este mistério. O hábito de sair e fazer atividades lúdicas com outros casais, conhecido como double dating, é saudável e contribui diretamente para a felicidade dos casais.
É o que revela um estudo da Universidade do Maryland nos Estados Unidos da América. Geoffrey Greif e Kathy Deal, investigadores naquele instituto de ensino superior, descobriram que passamos a achar o nosso parceiro mais atraente quando convivemos com outro casal. E, para chegarem a esta conclusão, entrevistaram 245 pessoas casadas ou em relacionamentos amorosos.
De acordo com os especialistas, uma mensagem sobressaiu da investigação. Se o nosso companheiro se está a divertir, nós também nos divertimos. Carla Oliveira, psicóloga e psicoterapeuta na Clínica da Mente, confirma a descoberta de Geoffrey Greif e Kathy Deal. «Casais que passaram a sair juntos com outros relataram vários benefícios e, principalmente, uma melhoria no próprio relacionamento amoroso, mais satisfatório e feliz», defende mesmo.
Cabeça nas nuvens
Verifica-se uma situação curiosa sempre que alguém começa um relacionamento novo. As mulheres quando querem estar com os amigos solteiros vão sozinhas, e não levam o novo companheiro. Por um lado, isso explica-se pelo facto de esse período ser marcado pelo isolamento do casal, dado que estão na fase da descoberta e dos sentimentos fortes – como a paixão e o desejo sexual.
Por outro lado, Carla Oliveira esclarece que na fase inicial de qualquer relação «ainda não há uma ligação emocional suficientemente forte para tolerar os defeitos, apenas se conhecem as qualidades». Neste sentido, não apresentar logo o novo namorado ao grupo de amigos é uma tentativa de preservar essa sensação de viver num mar de rosas. Para o bom e para o mau, os amigos acabam por fazer-nos descer à terra, o que pode «perturbar a evolução da relação», continua a especialista.
Vida social aos pares
Contrariamente, quer no início de uma relação, quer se a relação está a atravessar um mau momento, os encontros com outros casais podem ser benéficos. «Passar momentos agradáveis com outros casais pode tornar o namoro ou casamento mais satisfatórios», adianta Carla Oliveira.
Estas amizades entre casais podem ser estimuladas através de combinações de almoços ou jantares, idas a espetáculos, à praia, prática de desportos coletivos, entre outras atividades que ajudam a reforçar o laço entre os dois membros do casal. Inclusive, é comum os casais desenvolverem uma certa proximidade e cumplicidade que, nas palavras da psicóloga, «pode levar a relacionamentos platónicos, edificados por relações afetuosas ou idealizadas sem caráter sexual».
Os tipos de casais que mais aderem a este tipo de programas
Aqui os opostos não se atraem. Normalmente, os casais procuram outros pares semelhantes a si próprios. Logo, se costumam ter uma vida social mais intensa, tendem a procurar casais igualmente extrovertidos capazes de acompanhar o seu ritmo e que tenham interesses similares. O estudo desenvolvido por Geoffrey Greif e Kathy Deal revelou ainda que os casais inserem-se numa de três grandes categorias:
- Aqueles que estão muito interessados em conhecer casais novos.
- Aqueles que estão satisfeitos com as amizades que têm, mas estão dispostos a conhecer pessoas novas.
- Aqueles que preferem ter um círculo de amigos pequeno e não estão interessados em conhecer mais casais.
«Em geral, a afinidade entre os casais é importante para a continuidade das experiências», informa Carla Oliveira, psicóloga e psicoterapeuta na Clínica da Mente.
A influência na dinâmica interna do casal
Existe, então, um motivo racional para darmos preferência a casais na nossa vida social quando estamos numa relação estável. Mas o que é que a presença de outros casais faz exatamente ao nosso relacionamento? A psicóloga diz que ocorre um fenómeno a que os especialistas chamam de «casal-espelho, dando-se a possibilidade de se observarem nas interações com os outros». «Essa interação ajuda a ver o outro em comportamentos salutares», salienta ainda.
De acordo com Carla Oliveira, não só melhora a compreensão do sexo oposto, como ainda «as pessoas começam a sentir-se mais atraídas pelos seus próprios parceiros». Quando estiver a planear uma noite romântica a dois, lembre-se que uma saída a quatro pode ter resultados mais positivos. No entanto, a psicóloga e psicoterapeuta da Clínica da Mente ressalva que «cada casal deverá encontrar, na sua relação, o que lhe dará mais prazer, não descurando nunca os momentos a dois», refere.
A melhor maneira de estreitar laços
Veja os conselhos do site Eharmony.com para ter um double date de sucesso e, assim, criar uma ligação com outro casal:
- O segredo está na seleção
Escolham um casal que admiram em termos de relacionamento e cuja companhia apreciam.  Se passarem tempo com pessoas em relações muito saudáveis e felizes, provavelmente irão espelhar esse mesmo tipo de comportamento.
- Atividades em grupo
Prefira ambientes descontraídos e sem ruído para conversar. Tanto um piquenique, como jogar bowling podem funcionar bem. Mas, talvez, o clássico dos encontros amorosos, jantar e um filme, seja a melhor opção, mesmo para dois casais que apenas querem ser amigos.
- Divirtam-se
É importante criar uma dinâmica que envolva as quatro pessoas. Evitem conversas que possam excluir uma ou duas pessoas, como, por exemplo, falar sobre trabalho ou sobre um grupo de amigos ao qual apenas alguns de vós pertencem. Aproveite para conhecer o outro casal!
- Conduta adequada
Se ainda não existe intimidade entre todos, é melhor não partilhar informação sobre a vossa relação que deixe o outro casal pouco à vontade. Também não devem ter comportamentos (beijos e carícias) que deixem o outro par desconfortável.

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