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quinta-feira, 25 de maio de 2017

Viver a noite de São João no Porto como um tripeiro (um roteiro)

Lembro-me bem da noite de São João no Porto nos tempos da adolescência. Por motivos que a razão desconhece, fazia quilómetros intermináveis pelas ruas da cidade do Porto, num percurso circular que, bem vistas as coisas, era de loucos.
O percurso ligava a rotunda da Boavista, Avenida dos Aliados, Ribeira, Miragaia, toda a marginal até à Foz, Castelo do Queijo e regressa à Boavista pela homónima avenida (a pé, porque os autocarros iam sempre cheios) e não era um percurso imune às bolhas nos pés: são mais de 17 quilómetros de estrada, sem contar com as voltas nos bailaricos e desvios para dar umas quantas marteladas de São João (ou fugir delas) ou massajar a cara de outrem com um pestilento alho-porro.
Sim, é um São João possível e uma espécie de tradição entre os mais jovens – começar a noite na Boavista ou no centro histórico do Porto e ir andando, de bailarico em bailarico até à Foz do Douro, pela marginal; mas há outras formas de passar a noite de 23 de junho e eu ultimamente tenho sido mais comedido.
Assumindo que não fica em casa de amigos a assar sardinhas, beber bom vinho, lançar um balão de São João e conversar noite dentro (o que é uma possibilidade que também me agrada) e que, portanto, quer viver o São João do Porto da forma mais genuína possível – nas ruas -, tenho uma proposta que, não sendo original, é praticamente imbatível.

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