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quarta-feira, 7 de junho de 2017

Leia um trecho erótico do livro “Tato: O Poder das Mãos”

Nada como um trecho bem picante para deixar as noites — ou manhãs, tardes — com o boy mais animadas.


Capa do livro Tato´


— Como eu disse a você, sou terapeuta e a finalidade desta massagem é trazer relaxamento e reestabelecer a conexão entre mente e corpo. Vamos trabalhar o seu centro de energia e assim desenvolver sensibilidade, emoções e a autoestima.
— Estou bem com a minha autoestima.
Mesmo nu sobre a esteira, Gregório não tinha plena certeza dos motivos que o levaram até ali.
— Claro que está. — Evy rebateu. — Vou derramar um óleo sobre a sua pele, mas não se preocupe, tenho um banheiro para que você possa se recompor antes de retornar ao trabalho.
Gregório não percebeu, mas continha a respiração.
— Entendi.
— Esqueça que há um mundo ou problemas lá fora. Apenas sinta. Você está aqui para sentir.
De joelhos ao lado da esteira, Evy usou apenas as pontas dos dedos e suas curtas unhas na intenção de provocar as terminações nervosas responsáveis pela sensibilidade da pele. Era um processo de recuperação, ensinando o corpo a responder ao toque. Sempre sutil. A tensão, antes evidente, dava lugar ao relaxamento. Gradativamente a contração muscular, típica às pessoas sobrecarregadas, desaparecia.
Pouco a pouco, ela trabalhava seus dedos, mãos, antebraço e cotovelos naquele corpo bem torneado e maravilhosamente construído. Ele era belo, o tipo de homem que arrancava suspiros e derrubava calcinhas. Por alguns momentos Evy chegou a cobiçá-lo para si, um erro logo corrigido. Fez o seu melhor para conservar o profissionalismo e não transparecer o quanto estava afetada.
A massagem seguia sem pausa.
Gregório não teve certeza do momento exato, mas havia mudado de posição, agora estava deitado de costas e a toalha não mais lhe cobria o sexo, estava totalmente nu.
A massagista permanecia confortável, mesmo na presença de uma pessoa completamente despida. A consciência do próprio corpo e do corpo do outro era o básico para trabalhar com o tantra, não havia espaço para o constrangimento. Ao contrário, Gregório estava completamente constrangido com a própria nudez, e ainda mais com o rumo que aquilo estava tomando.
Ser tocado sensualmente por uma mulher, parecia ser uma boa ideia. Gregório tentou forçar o corpo a se manter inerte às sensações, mas era uma luta perdida. Então decidiu finalizar a sessão dizendo:
— Eu não sei se isso vai dar certo. Acho que estou satisfeito com a massagem e podemos parar por aqui.
Os longos minutos que passara sob o toque daquelas mãos, fizeram Gregório mudar de órbita, flutuar dentro de si. Faltava pouco para passar vergonha diante da terapeuta e isso estava o forçando a pensar em números e contratos, na esperança de reverter a ereção crescente. Sentia o sangue correr veloz em suas veias e toda a pélvis se aquecer e latejar na expectativa do contato iminente.
Ele precisava sair dali.
Mas antes que pudesse, Evy o impediu.
Em poucas palavras o assegurou de estar confortável sobre as reações do corpo masculino ao toque. E o instruiu a esquecer que estava na presença de uma desconhecida, mas que focasse apenas nas sensações. Por fim, depois de uma breve explicação sobre a metodologia tantra, ele concordou e Evy pode dar continuidade ao seu trabalho.
O toque começou em suas orelhas, percorrendo todo o corpo, até mesmo os dedos das mãos receberam a atenção devida. Gregório fez o seu melhor para não racionalizar, como Evy instruiu. Braços, peito, abdome e coxas foram demoradamente massageados com destreza surpreendente. Após uma demorada estada nos calcanhares, as mãos dela deslizaram para cima novamente, chegando à virilha tensa do homem que já não era capaz de esconder o membro rígido e ereto.
Como um mastro elegante, o pênis se destacava.
Evy deveria enxergar o belo órgão masculino como uma simples parte do corpo humano, fazer como sempre fez, sendo neutra e imune ao seu cliente. Mas foi uma tarefa impossível naquele momento. Havia aprendido no oriente a respeitar as reações físicas e considerá-las sagradas, pois assim como a mulher tem sua concha, o homem é o portador da lança e não há nada de sujo ou vulgar nisso.
Uma corrente elétrica se formava enquanto os dois corpos se tocavam. Era nítido, tanto para Evy quanto para Gregório.
— Isso está dentro da massagem? — A voz grave já não tinha o mesmo timbre.
A pergunta foi proferida com aflição, quase dor quando os dedos dela envolveram a base do seu pênis. Não conseguia abrir os olhos. Começava a temer pela jovem, tamanha a sua vontade de estar dentro dela. Há muito tempo não sentia-se tão carnal.
Evy respirou fundo, contendo a repentina euforia.
— Apenas sinta. Sentir é a palavra-chave aqui. Mantenha os olhos fechados e as mãos na lateral do seu corpo. Apenas sinta.
Nunca, em toda a sua vida, Gregório havia recebido um toque que provocasse tal sensação. Não era uma simples masturbação, estava longe disso. Os dedos habilidosos dela trabalhavam da base à ponta com a pressão exata para um prazer sublime, levava-o ao limite. Hora ou outra tocava sua glande extremamente sensível e retornava aos testículos contraídos pelo desejo de chegar ao clímax tão próximo.
Não saberia dizer por quanto tempo Evy manuseou seu membro, estimulou sua virilha, testículos e bem próximo ao seu ânus, região proibida, ela regrediu ao perceber sua desaprovação em ser tocado ali.
Os movimentos ganharam intensidade. Vai e vem reproduzindo a penetração que, no fundo, ele imaginava fazer entre as pernas da bela mulher diante dele.
Na mente de Gregório, Evy gemia, estava úmida e quente apoiada sobre seus cotovelos e joelhos, rosto no chão e bunda empina no ar. Aberta. E sem cautela, ele a invadia por trás tão intensamente que mal mantinha o controle.
— Eu… — engasgou com as palavras na realidade. — Não consigo mais segurar.
Movimentos fluídos, alternados com círculos, o fizeram gemer alto e tremer.
— Não segure. ― disse ela sussurrando.
Ele não segurou.
Gregório moveu os quadris involuntariamente, seu corpo agia por instinto. Sua mandíbula estava rígida, a respiração acelerada e nem mesmo os gemidos pode conter ou amenizar. Gritou.
O orgasmo chegou como jamais havia acontecido antes, nem em seus melhores momentos gozou com tanta intensidade. O líquido quente caia sobre sua barriga e logo vinha mais. Quando os jatos cessaram, os espasmos continuaram por longos segundos. Prazer. Sentiu toda a pélvis pulsar e o corpo relaxar.
Sem força para abrir os olhos, percebeu quando Evy ficou de pé.
— Ao seu lado tem tudo de que precisa. Atrás de você fica o banheiro, poderá tomar banho e terá privacidade para se vestir. Tenho trinta minutos até meu próximo cliente. Eu estarei na outra sala quando estiver pronto para sair.

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